domingo, 3 de outubro de 2010

PROJETO AMIGO A DISTÂNCIA

Esse projeto foi desenvolvido este ano no Basílio's com a participação da professora Karin de uma escola da rede pública em Campinas - SP.

A ideia inicial era a de ensinar o gênero CARTA de uma forma prazerosa, escrevendo cartas reais, para pessoas reais e não fictícias como geralmente propõem os didáticos.

A interdiciplinaridade com Geografia e História também fazia parte do projeto, visto que os alunos se corresponderiam com alunos não apenas de de outro estado mas de outra região do Brasil e a troca cultural foi então, outro objetivo deste trabalho.

O projeto está em andamento. Os alunos do Basílio's já escreveram e já obtiveram respostas das cartas que mandaram. Nós professoras, podemos perceber os pontos positivos e negativos deste trabalho e os próprios alunos comentam o eu gostam e o que não gostam no projeto. Diante das negatividades, estamos nos posicionando para que o projeto fique cada vez mais "a cara deles", embora ainda não autorizamos trocas de endereços eletrônicos, ou fotos, tanto por questão de privacidade (os alunos são menores) quanto para não perder a característica de carta!

Espero que o projeto continue CRESCENDO e nós (alunos e professoras) também!


Fotos de parte das cartas!


Professora Débora Pontes

sábado, 2 de outubro de 2010

Oi pessoal!
Essa semana tive o imenso prazer de conhecer um dos mais belos museus que já visitei, o Instituto Ricardo Brennand, em Recife /PE.

A história do Instituto é muito interessante: Ricardo Brennand aos 12 anos de idade ganhou de presente do pai, um canivete. Aos poucos, começou a ganhar canivetes de amigos e parentes que viajavam e assim iniciou uma coleção. Dos canivetes partiu para as facas, punhais, espadins e espadas e a paixão por armas brancas deu origem à paixão por outras coleções.
Ricardo Brennand é dono da imensa propriedade onde está instalado o museu, dividido em dois castelos belíssimos. Além das antiguidades, o castelo conta com um museu de cera que retrata trechos da história. As peças são de diferentes épocas que vai do século XV ao século XXI.
Em palavras, não posso descrever a beleza e o encantamento desse lugar!
Espero que tenham a oportunidade de conhecer.






INFORMAÇÕES:

O Instituto Ricardo Brennand está em cartaz com as mostras "Frans Post e o Brasil Holandês", "O Julgamento de Fouquet" e "Paisagens Brasileiras do Século XIX", na Pinacoteca.O Museu Castelo São João também encontra-se aberto à visitação com um rico acervo de armas brancas.

Horário: terça a domingo, das 13h às 17h.

Entrada: R$ 5,00 (inteira)
R$2,00 (Estudantes, Professores e Idosos
acima de 60 anos)

Telefones: [81] 2121.0352/0365






quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O LIXO - Luís Fernando Veríssimo

TEXTO PARA A APRESENTAÇÃO DO 7º ANO

Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612
- É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora... Você não tem família?
- Tenho, mas não aqui.
- No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tinha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo...
- Tranqüilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel.
- É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte.
- Você já está analisando o meu lixo!
- Não posso negar que o seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?

domingo, 26 de setembro de 2010

Professor sofre...


Frustrante é quando a gente fala duasmilquinhentasecinquentaesetevezes a mesma coisa e o os alunos fazem como Manoelito...






Mas fazer o que? Ser professor é ser paciencioso...

Profª Débora.

10 grandes mitos da Língua Portuguesa



Mito 1 – Um dia de sol é um dia “solarengo”.
Verdade – Um dia de sol é um dia soalheiro.

Mito 2 – Cada umdos caracteres tipográficos designa-se “caracter”.
Verdade – Cada um dos caracteres tipográficos designa-se carácter.

Mito 3 – A palavra “açoreano” escreve-se com E, porque deriva de Açores.
Verdade – A palavra açoriano escreve-se com I, porque à base açor se associou o sufixo -iano.

Mito 4 – A presença de álcool no sangue designa-se “alcoolémia”.
Verdade – A presença de álcool no sangue designa-se alcoolemia.

Mito 5 – Uma assinatura abreviada designa-se “rúbrica”.
Verdade – Uma assinatura abreviada designa-se rubrica.

Mito 6 – Uma grande confusão é “uma grande salganhada!”
Verdade – Uma grande confusão é “uma grande salgalhada!”

Mito 7 – O plural de DVD é “DVD’s”.
Verdade – O plural de DVD é DVD. As siglas não têm plural.

Mito 8 – Os meios de comunicação social designam-se os “m[i]dia”.
Verdade – Os meios de comunicação social designam-se os m[é]dia. Trata-se de uma palavra latina.

Mito 9 – A palavra cessão designa o acto de cessar, acabar.
Verdade – A palavra cessão designa o acto de ceder. O acto de cessar designa-se cessação.

Mito 10 – A uma pessoa indesejável (numa família, por exemplo) designamos “ovelha ranhosa”.
Verdade – A uma pessoa indesejável (numa família, por exemplo) designamos ovelha ronhosa. O nome ronha, que designa uma doença, deu origem ao adjectivo ronhoso, cujo sentido literal é: «que tem ronha». Este sentido literal, por sua vez, deu origem ao sentido figurado «pessoa indesejável».

O verbo coisar, é dos mais úteis que há. E a sua utilidade prende-se, obviamente, com a fantástica versatilidade do substantivo coisa, que por ser tão versátil se usa também no masculino, pois há coisas e coisos, dependendo, claro, do que se pretende designar, em cada caso. Quando no discurso (convém que seja oral) optamos por fazer uso da coisa, a indeterminação daquilo que se pretende designar pode estar relacionada com a intenção de não explicitar o que é, ou quem é («tenho uma coisa para ti»), mas sente-se sempre a enorme vantagem que essa mesma indeterminação representa, dado que as coisas nem sempre são fáceis de definir, sobretudo quando temos de nos exprimir depressa.

No nosso quotidiano linguístico, uma coisa pode ser um objeto, uma ideia, um sentimento, uma criatura animal, vegetal ou mineral. Pode designar tanto uma ferramenta («onde é que está aquela coisa para abrir tampas de frascos?») como uma pessoa cujo nome não queremos falar(«Hoje vi aquela coisa da Renata!»), uma dor («sinto uma coisa esquisita aqui»), uma atitude («foi uma coisa cruel o que você fez»), um assunto («falemos de coisas sérias»)...

Ora, era de prever que, com tanta coisa que a coisa pode significar, o verbo coisar havia de revelar-se útil em muitas situações. E eis que surgiu na nossa língua!

Não! Ainda não se encontra no dicionário que consultamos, mas e daí? Nem tudo que falamos está mesmo lá. O importante na comunicação é que a mensagem seja entendida... se a coisa foi entendível, pronto! Usamos e abusamos.

Que coisa!


domingo, 19 de setembro de 2010

Olá, queridos alunos!
Trouxe um vídeo pra vocês que acho muito bacana. É a revolta da vogal "i"! Isso mesmo! A letra ir quer abandonar o alfabeto!
Espero que gostem! Boa diversão!!!
Profª. Débora